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03 . AGOSTO . 2015

O que Magic Mike tem para ensinar sobre Storytelling

Por trás dos abdomens “tanquinho” e braços musculosos que adornam a superfície, Magic Mike XXL, continuação do filme lançado em 2012, em que Channing Tatum contava a história de sua própria vida como um stripper antes de atingir o estrelato em Hollywood, pode inspirar não apenas a imaginação feminina, mas também o público em geral de uma maneira diferente.

Contar uma boa história é o caminho para que você se conecte de forma verdadeira com você e com as pessoas com quem você se comunica. E é essa uma das lições que o filme nos apresenta. O que parecia se resumir a mostrar a beleza de cada personagem expõe também a importância de descobrir como desenvolver as habilidades especiais naturais e que um show de stripper pode não se resumir apenas a um espetáculo de corpos sarados.

Neste longa, a busca por realização pessoal e por um amor verdadeiro enfrentada por Mike no filme anterior, dá lugar agora a uma história clássica e também divertida de filme de estrada. Nele, o personagem de Tatum se junta a seus colegas dançarinos para viajar a bordo de uma van de iogurte congelado em direção à maior convenção de strippers masculinos dos EUA, onde planejam se apresentar pela última vez e se afogar em “um tsunami de dólares”.

Tão logo Mike e seus amigos subiram a bordo do caminhão de frozen yogurt do grupo, entra em destaque a lição  de Storytelling e que serve em geral para todos os negócios: se refere a importância de refletir no seu negócio aquilo que tem à ver com a essência do profissional/marca. Storytelling ao traduzir significa ” Contar Estórias”, termo que o marketing adota para a arte de contar estórias a respeito de uma marca, e essa atividade, além de extremamente proveitosa, é uma experiência muito agradável de lembrar: ” O que realmente te trouxe até aqui”.

E aí, neste ponto, Mike mostra a magia além da habilidade no palco. Ao destacar a importância de incorporar coreografias que possuam significado para cada um deles e não dar continuidade apenas a uma velha representação, Mike lembra os amigos a questionarem e pensarem realmente o que faz eles amarem aquilo.

E aí você se pergunta, como conseguimos relacionar um filme de stripper de homens sarados com a construção de uma marca? Ao compreender que qualquer negócio que busque se diferenciar e construir valor não se destaca se não for verdadeiro com sua essência, se não mostra um propósito real. Além disso, entendemos que empresas que divulgam suas marcas através de histórias criam uma relação emocional muito mais sólida.

Sabemos que é possível construir uma história significante nos cinemas, livros, redes sociais, e, principalmente, na prática do dia a dia. É importante não apenas contar, mas ser leal àquilo que se propõe e isso é storytelling. Para encerrar, uma ultima lição impagável, mais direcionada ao publico feminino: você nunca mais ouvirá “I Want It That Way”, do Backstreet Boys, da mesma maneira. ;)

 

Thaise Saeter

Diretora de Redação