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30 . SETEMBRO . 2015

Diversificação de Negócios na Era do Compartilhamento

A ideia de compartilhar bens e serviços está abrindo espaço para a criação de novos negócios e fazendo a roda da economia girar. Por razões econonômicas e também conveniência, o modelo de negócios baseado no compartilhamento de produtos, espaços e objetos, através da internet é uma alternativa para quem quer consumir e também para empresas que querem diversificar seus negócios.

Assim como mudaram as necessidades dos consumidores, a maneira de atender a essas necessidades também. Pensando em atender a demanda do consumidor que busca economizar e quer conveniência na hora de ter acesso à produtos e/ou serviços, que fornecedores antes limitados às vendas, começaram a vislumbrar no consumo compartilhado uma alternativa sustentável economicamente para o negócio.

Atento à estas mudanças, Luiz Henrique Renault de Castro, CEO e fundador da Rent for All, plataforma que disponibiliza objetos e serviços para alugar de diversos segmentos, identificou a necessidade de criar uma ferramenta colaborativa que pudesse unir pessoas que precisam de determinado objeto àquelas que têm esse objeto e estão dispostas a alugá-lo.

“O aluguel de produtos serve como uma ferramenta de acesso, fazendo com que as pessoas realizem suas vontades sem compromissos a longo prazo. Terminou de usar ou cansou do produto, você devolve e não fica preso em dívidas e nem com custos adicionais fixos, como manutenção, financiamentos, seguros. Num momento como esses que vivemos, de incertezas do mercado, é uma ótima opção”, comenta Luiz Henrique.

A economia colaborativa tem se expandindo em escala global, e já é uma realidade entre os brasileiros também. Para quem já esta habituado a alugar mas não tinha tanta proximidade com o consumidor, os sites de locação também se tornaram uma boa oportunidade de ampliar a visibilidade do negócio: “Estar em um site somente de locação é super válido e o valor do anúncio fica viável para nós também. A possibilidade de anunciar nosso serviço foi super positiva para o nosso negócio, pois a locação de moto não era muito conhecida e agora as pessoas começaram a descobrir que existe e que podem locar motos e não apenas automóveis.", comentou  Bárbara Bruno, da Road Experience, empresa do ramo de locação de motos.

Números da Economia Compartilhada no Brasil

Essa nova onda de negócios, possibilitados pela internet e as suas tecnologias, deixaram de ser uma previsão para o futuro e já estão presentes no nosso cotidiano. Somente na cidade de São Paulo, de acordo com mapeamento feito pelo Movimento Cidade Colaborativa, existem hoje 100 projetos de compartilhamento disponíveis para uso dos consumidores.

A empresa britância PWC afirma que, em 2015, a receita anual global do setor será de US$ 15 bilhões. E ainda, de acordo com estimativas da mesma consultoria, em 2025 esse número saltará para US$ 335 bilhões. A economia compartilhada avança globalmente e os argumentos são simples utilizar o que já está disponível gera menos desperdício, de dinheiro e de espaço, movimenta a economia e os espaços antes inutilizados.

 

Thaise Saeter

Diretora de Redação